Quem é o feliz contemplado?

Da fábrica estatal ao regresso analógico

Fundada em 1958 em Baoding, Hebei, a Lucky Film cresceu de uma fábrica estatal chinesa de filmes para se tornar um dos principais fabricantes de materiais fotossensíveis do país. No seu auge, durante a década de 1990, a Lucky vendia anualmente dezenas de milhões de rolos e competia diretamente com a Kodak e a Fujifilm num mercado dominado por três empresas na China. Após o impacto da tecnologia digital, que quase dizimou a indústria cinematográfica global, a Lucky interrompeu a produção de filmes a cores em 2012.

Mais de uma década depois, o analógico regressou — e Lucky também.


Cronologia

1958 — Fundação
A Lucky foi fundada em Baoding, Hebei (originalmente como Fábrica de Filmes de Baoding), como parte do impulso industrial estatal chinês em materiais fotográficos e fotossensíveis.

Décadas de 1960 e 1970 — Crescimento industrial
A Lucky alarga a sua capacidade de produção de filmes a preto e branco, papel fotográfico, filmes cinematográficos e outros materiais fotossensíveis, consolidando a independência da indústria nacional.

1985 — O filme começa a cores.
A Lucky inicia a produção de filmes negativos a cores, entrando no mercado de consumo e reduzindo a dependência de produtos importados.

A década de 1990 — Uma era de prosperidade
A Lucky torna-se uma das marcas cinematográficas dominantes na China.
• Aproximadamente 50 milhões de rolos vendidos anualmente no seu auge.
• Aproximadamente 25% do mercado chinês de filmes a cores
• Competindo diretamente com a Kodak e a Fujifilm
Durante este período, Lucky tornou-se um nome comum em laboratórios fotográficos, lojas de câmaras fotográficas e álbuns de família.

2003 — Aliança estratégica com a Kodak
A Kodak investe na Lucky, fornecendo capital e melhorias tecnológicas com o objetivo de fortalecer a produção de filmes a cores face à crescente concorrência global.

2007 — Saída da Kodak
A Kodak retira-se da aliança à medida que as câmaras digitais rapidamente ultrapassam o filme em todo o mundo.

2012 — Fim da produção a cores
Perante uma queda acentuada da procura, a Lucky anunciou publicamente o fim da produção de filmes a cores, marcando o encerramento de um capítulo importante na história analógica chinesa.

Década de 2020 — Ressurgimento do analógico
Com o renascimento global da fotografia química, Lucky reconstrói fórmulas, processos e cadeias de abastecimento.

2025 — Regresso da cor
O Lucky C200 foi oficialmente relançado na Shanghai Image & Vision Expo, sendo apresentado como o regresso de um clássico após 13 anos.